terça-feira, 24 de março de 2015

MEU SONETO

MEU SONETO

No meu soneto  as palavras se beijam
de forma fleumática, atroz e de loucura
Pegam carona no papel,  e assim viajam
E sem rumo, anda  sempre a tua procura.

E nesta luta quimérica contra a realidade
Vou vivendo de passado e sem presente
Olhando a esperança dormir na verdade
Coisas estranhas que só o coração sente.

No meu soneto no silêncio das  palavras
Busco o irreal de sonhos interrompidos
Consequência de amores mal resolvidos.

No meu soneto de noites mal dormidas,
Procura  espaço para não ser esquecido
Ele não morre antes mesmo de ser lido...


Sidnei da Rosa Fontoura – 31.03.2014 -  18:21 hr

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