ARQUIVOS
DO TEMPO
Reculutando
o passado
Eu
volte a ser guri
Lembrei
meu velho Itaqui
Nos
tempos da liberdade
Senti
no peito a saudade
Bebendo
água também
No
antigo bebedouro
Da
velha estação de trem.
Fui
ajoujando as lembranças
Vi
a pracinha dos coqueiros
Os
bichos eram companheiros
Vivendo
numa harmonia
Me
recordei da Eva Tobia
E
o trem chegando de ré
E
os fandangos nas Cafifas
e
os baile do Caxirré.
Dando
rédeas ao pensamento
Formou
uma nuvem de poeira
Vi
o Walter calaveira
Na
sua carpeta de osso
E
a peonada em alvoroço
Senti
na goela um guascaço
Do
guaraná engarrafado
Na
fabriqueta do Guasso.
Fui
até a sanga do corte
Onde
pesquei lambari
Quando
eu passei por ali
Com
sol queimado o couro
Vi
de longe o matadouro
Fui
fazendo o meu mate
Vi
o bilulú na praça
Trabalhando
de engraxate...
Quando
cheguei no Jóquei Club
Na
várzea vi as olarias
Lembranças
que me judia
Ferindo
mesmo que um raio
No
vinte e quatro de maio
Também
joguei futebol
Passei
lá na bomba seca
Campereando
isca pra anzol.
Cine
Columbia e Centenário
Os
cinemas da cidade
Quase
chorei de saudade
Quando
passei por ali
E
a extinta Radio Itaqui
Fez
minha voz ficar rouca
Me
lembrei do Muçurana
Tocando
gaita de boca.
Me
recordei da radiola
Que
tinha o Pedro Coffi
Te
juro quase morri
Parecia
um pesadelo
Senti
arrepiando o pelo
Dando
um nó no meu gargalo
Vi
até o carro da funerária
Que
era puxado a cavalo.
Me
lembrei da Serramalte
Onde
o trem pegava gelo
Da
saudade fiz sinuelo
Campereando
a pampa rica
Recordei
o Ramão Bica
Defendendo
a profissão
Quando
repartia carne
No
seu carrinho de mão.
No
calendário do tempo
Fui
arquivando esta historia
Que
guardo na minha memória
Mais
doce do que o mel
E
o que na foi pro papel
Deixei
escrito com giz
E
arrematei lá na praça
Enfrente
a Igreja matriz.
Poesia em PARCERIA COM QUIDE GRANDE
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