quarta-feira, 25 de março de 2015

TROVAS DE GALPAO

TROVAS DE GALPÃO

Rio Grande me dá licença
Venho chegando outra vês
Montado nos versos xucro
Campereio mais de mês
E mostrando as maravilhas
Do meu pago pra vocês.

Do meu pago pra vocês
Que causa admiração
Terra da mulher bonita
E das trovas de galpão
De comer churrasco gordo
E do gostoso chimarrão.

Do gostoso chimarrão
Vício da indiada campeira
Que se criaram na lidando
Num aparte de mangueira
Pealando de toda trança
Na saída da porteira.

Na saída da porteira
Faz parte da tradição
Só não conhece os costumes
Quem não trabalhou de peão
E montar num aporreado
Num dia de marcação.

Num dia de marcação
Quando um clinudo se espanta
Já falei de tudo um pouco
China cavalo e bailanta
E os versos vão troteando
No corredor da garganta.

 No corredor da garganta
Minha memoria se finda
Quem pensar que estou morto
Estou muito vivo ainda
Gastei litros de saliva
Proseando com china linda.

Proseando com china linda
Nestas rimas eu relato
Gosto de um baile de rancho
Sentindo cheiro de extrato
Quem não gostar de mulher
Não é gaúcho de fato.

Não é gaúcho de fato
Já vou parar por aqui
De poucas coisas me lembro
E muitas já me esqueci
Xucrismo mesmo se encontra
No legendário Itaqui.


PARCERIA SIDNEI FONTOURA E QUIDE GRANDE.

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