Soneto da Melancolia
Meu cavaquinho já está desafinado
O meu pandeiro coitado todo rasgado
La no morro não se toca mais pagode
Nem tão pouco um sambinha animado.
O motivo disso, e que ela foi embora
Não deixou nada nem a minha alegria
Lá no Barraco quando o samba é tocado
O seu refrão é sempre melancolia.
A minha turma la no fundo do quintal
Aposentaram tudo até os instrumentais
Pra nunca mais, tocarem nos carnavais.
Na vida eu sei o que começa tem um fim
So quero que meu silêncio te convença
Que não compensa, viver longe de mim
SIDNEI DA ROSA
FONTOURA
31.01.2015 às 10:08 hr
Nenhum comentário:
Postar um comentário