CAFÉ DE CAMBONA
Nestemeu mundo teatino,
tenho a vida redomona
Já joguei truco em
carona, num dia de chuvisqueiro
Relíquias do peão
campeiro, crioulo ali da fronteira
Que aquece a alma
gelada, sobre um café de cambona.
Quantas madrugas frias,
bem antes da campereada
Campos branco de geada,
eu encilhando um matreiro
Desses bagual
caborteiro, que não amansa com tento
Tomo o café de cambona
que esquenta até pensamento.
No galpão ou na
tropeada, um pau de angico queimando
E a cambona já vai se
ajeitando para o café saboroso
Atira uma brasa pra
dentro que é pra ficar mais gostoso
Com a cambona nos
arreio, judiada a coice de potro
Cruzando de um pago a
outro agora chegou minha vês
E esta cambona de versos
entrego agora pra voces....
Sidnei da Rosa Fontoura
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