quinta-feira, 26 de março de 2015

CAFE DE CAMBONA

CAFÉ DE CAMBONA

Nestemeu mundo teatino, tenho a vida redomona
Já joguei truco em carona, num dia de chuvisqueiro
Relíquias do peão campeiro, crioulo ali da fronteira
Que aquece a alma gelada, sobre um café de cambona.

Quantas madrugas frias, bem antes da campereada
Campos branco de geada, eu encilhando um matreiro
Desses bagual caborteiro, que não amansa com tento
Tomo o café de cambona que esquenta até pensamento.

No galpão ou na tropeada, um pau de angico queimando
E a cambona já vai se ajeitando para o café saboroso
Atira uma brasa pra dentro que é pra ficar mais gostoso

Com a cambona nos arreio, judiada a coice de potro
Cruzando de um pago a outro agora chegou minha vês
E esta cambona de versos entrego agora pra voces....


Sidnei da Rosa Fontoura

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