terça-feira, 24 de março de 2015

MADRUGADA

Madrugada...

Quando eu mateio solito
A esmo nas madrugadas
Sinto um abalo esquisito
Lembrando a minha amada.

Vejo deitado um cusquito
Bombeando lá pra invernada
Só o mate no meu ranchito
Aquece-me a alma gelada.

É triste matear sozinho
Na espera de um novo dia.
Num rancho sem ter carinho.

Já com minha erva lavada
Há se o velho tempo parasse
Não tendo mais madrugada.


Sidnei da Rosa Fontoura -  20.10.2013

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