QUANTAS
VEZES...
Quantas
vezes...
Me
senti orgulhoso, um Deus Onipotente,
Dono
do mundo, só por causa de você.
Quantas
vezes...
Te
procurei no meio da multidão, vendo
Teu
rosto em cada pessoa que passava,
E
não te encontrei.
Quantas
vezes...
Acordei
no silêncio da noite, suando,
Gritando
teu nome na esperança e
ilusão
que estavas me escutando.
Quantas
vezes...
Te
busquei nos raios do sol, no azul do céu,
Na
chuva que caía, na gota de orvalho, no brilho
Das
estrelas, no vazio do infinito, no silêncio do
Silêncio
e tu não estavas alhures.
Quantas
vezes...
Te
procurei incansavelmente pelas alamedas
Da
vida e não te encontrei. Só escutei o eco
Dos
teus passos no labirinto da minha saudade.
Quantas
vezes...
Senti
ciúmes do céu, que com sua imensidão
Abraçava
a tudo, e eu sozinho, triste, louco e com
Saudade,
não podia te abraçar.
Quantas
vezes...
Desconheci
os sentimentos dos loucos que diziam:
Ah
eu tô maluco... ah eu tô maluco...
Que
eles me perdoem pelas minhas loucuras.
Quantas
vezes...
Infinitamente
estava sozinho, ou não sei se estava só,
Pensativo,
lembrando com muita tristeza: nosso amor
Foi
efêmero, nasceu tarde e morreu cedo demais...
Sidnei
da Rosa Fontoura -
É triste quando o amor nasce tarde e morre cedo demais.
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