terça-feira, 24 de março de 2015

QUANTAS VEZES

QUANTAS VEZES...

Quantas vezes...
Me senti orgulhoso, um Deus Onipotente,
Dono do mundo, só por causa de você.

Quantas vezes...
Te procurei no meio da multidão, vendo
Teu rosto em cada pessoa que passava,
E não te encontrei.

Quantas vezes...
Acordei no silêncio da noite, suando,
Gritando teu nome na esperança e
ilusão que estavas me escutando.

Quantas vezes...
Te busquei nos raios do sol, no azul do céu,
Na chuva que caía, na gota de orvalho, no brilho
Das estrelas, no vazio do infinito, no silêncio do
Silêncio e tu não estavas alhures.

Quantas vezes...
Te procurei incansavelmente pelas alamedas
Da vida e não te encontrei. Só escutei o eco
Dos teus passos no labirinto da minha saudade.

Quantas vezes...
Senti ciúmes do céu, que com sua imensidão
Abraçava a tudo, e eu sozinho, triste, louco e com
Saudade, não podia te abraçar.

Quantas vezes...
Desconheci os sentimentos dos loucos que diziam:
Ah eu tô maluco... ah eu tô maluco...
Que eles me perdoem pelas minhas loucuras.

Quantas vezes...
Infinitamente estava sozinho, ou não sei se estava só,
Pensativo, lembrando com muita tristeza: nosso amor
Foi efêmero, nasceu tarde e morreu cedo demais...


Sidnei da Rosa Fontoura - 

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