terça-feira, 24 de março de 2015

SILENCIO




SILÊNCIO...

Silêncio: dói o peito e o coração se amortalha
Nesta hora em que morre meu grande amor
Foram tantas lutas, já vencido perdi a batalha
E a recompensa foi somente tristeza e dessabor.

Silêncio, deixa sozinho curtir a minha saudade
O culpado é sempre o inconsequente coração
Esse sonhador, que busca sempre a felicidade
Execrado, mas só encontra dor tristeza e solidão.

Silêncio, que faço eu, sem o calor do teu abraço
Vou vivendo só ao léu, juntando meus pedaços
Perdido, na esperança de um dia te encontrar.

Silêncio, se por acaso, precisares de um ombro
calma vá devagar, procura no meio do escombro
O amor exacto que um dia você própria implodiu

Sidnei da Rosa Fontoura - 29.08.2014

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